TEMPESTADE E FOGO
Jair Martins
AMOR NO CORAÇÃO NOS DEIXA VUNERAVÉIS AO FOGO
Rajneesh
O beijo por trás da lua
Arrepia as nuvens
Chuva de lágrimas cai
Num redemoinho tempestuoso
A flor recebe o corte.
No vaso furado
A água escorre em veia
A voz argola
Prende as asas do som
Viés da alma
Riscam as viseiras internas
Arranhando o dom
Rotas, fogo, fumaça
Liberdades fugas
Nos calcanhares dos rumos
Ossos assoviam
Espadas separam
No forno da aflição
A garganta é poço
Do perfume que cala
Sombras
Cobertores das negas de luz
Vestem as flores
Na volta do tempo
A palavra fica
O corpo tomba.
Reflexos do espelho
Alumia a imagem
Na margem
28/07/08 -13h45
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
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UMA CERTA LUZ
Autoria: Jair Martins
Céu nublado
De tenebrosas nuvens
Uma luz brilhou
Dissipou o negro véu
Com magia me focou
Chegou sorrindo
Cantando esperança
Do escuro fez claridade
Retumbando sua majestade
De mãos dadas em aliança
Revelou-se guia
E brincando comigo sorria
Envolveu-me em prazer
Piscando encanto no olhar
Fez sentido o meu viver
Deixei meu coração arrebatar
Luz de intenso brilho
Fogosa nos pensamentos
Galopantes como raios
Nos corcéis dos sentimentos
Luz forte!
De energia fecunda
Janela do meu sorriso
Feitiço que me enobrece
Na realidade concreta
Quero viver esse encanto
Na cruel verdade
Que um dia ela passará
Nublado voltará a ser meu céu
Voltarei a ficar só
Envolvida novamente
No escuro véu.
*****
15/11/08 - 00h10
Autoria: Jair Martins
Céu nublado
De tenebrosas nuvens
Uma luz brilhou
Dissipou o negro véu
Com magia me focou
Chegou sorrindo
Cantando esperança
Do escuro fez claridade
Retumbando sua majestade
De mãos dadas em aliança
Revelou-se guia
E brincando comigo sorria
Envolveu-me em prazer
Piscando encanto no olhar
Fez sentido o meu viver
Deixei meu coração arrebatar
Luz de intenso brilho
Fogosa nos pensamentos
Galopantes como raios
Nos corcéis dos sentimentos
Luz forte!
De energia fecunda
Janela do meu sorriso
Feitiço que me enobrece
Na realidade concreta
Quero viver esse encanto
Na cruel verdade
Que um dia ela passará
Nublado voltará a ser meu céu
Voltarei a ficar só
Envolvida novamente
No escuro véu.
*****
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DESPEDIDA
Autoria: Jair Martins
Devolvi-lhe a camisa.
Ainda o peito frio
Afaguei-lhe um carinho.
Um suspiro aflorou,
A minha mão ele beijou.
Um silêncio semeou
As palavras cordas
Que enlaçaram nosso olhar,
Mas nossos corpos distantes
Não dançam.
Somos etéreos
Somos instantes.
29/01/2010 - 00h45
Autoria: Jair Martins
Devolvi-lhe a camisa.
Ainda o peito frio
Afaguei-lhe um carinho.
Um suspiro aflorou,
A minha mão ele beijou.
Um silêncio semeou
As palavras cordas
Que enlaçaram nosso olhar,
Mas nossos corpos distantes
Não dançam.
Somos etéreos
Somos instantes.
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BREVE HISTÓRIA DE UMA TEMPESTADE NUM OLHAR
Autoria: Jair Martins
Sob as pestanas negras, um olhar invade tudo ao redor. Seus olhos vertem lágrimas com força profunda e invasora. Delinea-se uma tempestade. Da fonte lacrimal um reflexo plácido busca a imagem presa à face observadora; um universo complexo, repleto de vaga-lumes que cintilam mais não o ilumina. Piscam um ensaio de luzes. O destilar dessas lágrimas tempestivas, são torrentes quentes que correm para o destino das poças - estagnação salina. Mas, esse olhar ao pairar ao longe, vê no ângulo de uma esquina, o encontro da crença para os momentos da exigência, construídos por faíscas de interesses. E descobre que por traz desta visão, há variedades de seres que peregrinam sobre os riscos e iscas da ociosidade racional. Tantas foram às lágrimas que formaram camadas fluviais de solidão, sonhos e ventos.
Aquietado, aquele olhar permite que suas pálpebras desçam somo cortinas encerrando um ato panorâmico, onde personagens emprestam um ao outro seus textos monólogos.
Olhos fechados, solidão e sonhos ao vento.
Autoria: Jair Martins
Sob as pestanas negras, um olhar invade tudo ao redor. Seus olhos vertem lágrimas com força profunda e invasora. Delinea-se uma tempestade. Da fonte lacrimal um reflexo plácido busca a imagem presa à face observadora; um universo complexo, repleto de vaga-lumes que cintilam mais não o ilumina. Piscam um ensaio de luzes. O destilar dessas lágrimas tempestivas, são torrentes quentes que correm para o destino das poças - estagnação salina. Mas, esse olhar ao pairar ao longe, vê no ângulo de uma esquina, o encontro da crença para os momentos da exigência, construídos por faíscas de interesses. E descobre que por traz desta visão, há variedades de seres que peregrinam sobre os riscos e iscas da ociosidade racional. Tantas foram às lágrimas que formaram camadas fluviais de solidão, sonhos e ventos.
Aquietado, aquele olhar permite que suas pálpebras desçam somo cortinas encerrando um ato panorâmico, onde personagens emprestam um ao outro seus textos monólogos.
Olhos fechados, solidão e sonhos ao vento.
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A ALVORADA BRILHA NO SEIO INFLAMADO
Autoria: Jair Martins
A alvorada brilha no seio inflamado.
No leito do rio corre a esperança
Nas águas mornas que benzem o entardecer.
Não subirei os degraus fatídicos à queda,
Descerei aos vales guardiões do garimpo.
Se me incomodam os cochichos
Cantarei mais alto a canção doutrinária
Nos versos da paz.
A companhia de um anjo
Fará-me flutuar sobre as nuvens do arrebol.
Vou sorrir nesse engenho das fantasias.
Soprando um vento que busca me derrubar,
Agarro-me a ele.
Juntos, nossas forças premiam a calmaria.
Um passarinho a tudo observa
E eu o imito, o observo também.
28/01/2010 - 02h35
Autoria: Jair Martins
A alvorada brilha no seio inflamado.
No leito do rio corre a esperança
Nas águas mornas que benzem o entardecer.
Não subirei os degraus fatídicos à queda,
Descerei aos vales guardiões do garimpo.
Se me incomodam os cochichos
Cantarei mais alto a canção doutrinária
Nos versos da paz.
A companhia de um anjo
Fará-me flutuar sobre as nuvens do arrebol.
Vou sorrir nesse engenho das fantasias.
Soprando um vento que busca me derrubar,
Agarro-me a ele.
Juntos, nossas forças premiam a calmaria.
Um passarinho a tudo observa
E eu o imito, o observo também.
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sábado, 12 de dezembro de 2009
MENSAGEM DE NATAL - 2009
MENSAGEM DE NATAL - 2009
A festa do Natal do Menino Jesus, todos os anos se descortina na apresentação das luzes pisca-pisca, na troca de presentes, no sorriso faceiro e gentil, nas recordações marcantes de acontecimentos familiares, na saudade de um amor que se foi ou na sensibilidade aflorada pelo menos favorecido, vivida com o brilhantismo de ações generosas. É Natal! O mundo todo se enche de uma alegria contagiante, compartilhando mensagens de sonhos e afetos. Há pressa para as mudanças, para as reformas. A cidade e as simples ou afortunadas casas nesse período se vestem de novas cores. No ar respira-se o desejo de paz, na mente latejam pensamentos de comunhão. Graças! Por esse momento existir ainda que uma vez no ano. Mais será esta a verdadeira comemoração? Para quem nasceu a mais de dois mil anos, com o único propósito; DOAR-SE, garantindo ao homem uma vida digna e eterna com Ele.
Para que haja doação, é preciso antes haver amor, sentimento afortunado de valores hídricos que hidratam a alma reconhecendo-se no outro. JESUS DE NAZARÉ é prova desse amor maior, amor ímpar, amor verdadeiro tão desejado pelo homem e só encontrado nEle-Jesus o nazareno.
A data magna da humanidade surgiu para uma comemoração diária com você na renovação de seus dias para que você viva a plenitude da existência e principalmente na partilha da caridade, um ato proliferador e mágico.
Jesus de Nazaré nasceu e viveu durante trinta e três anos para a realização de um ministério tendo como única finalidade conscientizar o homem na prática do bem, transformando-o pela palavra viva dos Ensinamentos Sacro Santos.
Não nos prendamos a festa glaumorosa do comércio. Vivamos com sinceridade nutridos sim, pelos sentimentos unificados das luzes, dos sorrisos, das recordações, das mudanças e reformas, porém dosados na essência esplendorosa emanada de Belém da Judéia.
Desejo a todos, o Natal de Jesus comemorado na forma mais explícita do amor ao próximo vivenciado todos os dias.
CANTO UM FELIZ NATAL DE JESUS DE NAZARÉ PARA O MUNDO!
Jair Martins
12/12/2009
A festa do Natal do Menino Jesus, todos os anos se descortina na apresentação das luzes pisca-pisca, na troca de presentes, no sorriso faceiro e gentil, nas recordações marcantes de acontecimentos familiares, na saudade de um amor que se foi ou na sensibilidade aflorada pelo menos favorecido, vivida com o brilhantismo de ações generosas. É Natal! O mundo todo se enche de uma alegria contagiante, compartilhando mensagens de sonhos e afetos. Há pressa para as mudanças, para as reformas. A cidade e as simples ou afortunadas casas nesse período se vestem de novas cores. No ar respira-se o desejo de paz, na mente latejam pensamentos de comunhão. Graças! Por esse momento existir ainda que uma vez no ano. Mais será esta a verdadeira comemoração? Para quem nasceu a mais de dois mil anos, com o único propósito; DOAR-SE, garantindo ao homem uma vida digna e eterna com Ele.
Para que haja doação, é preciso antes haver amor, sentimento afortunado de valores hídricos que hidratam a alma reconhecendo-se no outro. JESUS DE NAZARÉ é prova desse amor maior, amor ímpar, amor verdadeiro tão desejado pelo homem e só encontrado nEle-Jesus o nazareno.
A data magna da humanidade surgiu para uma comemoração diária com você na renovação de seus dias para que você viva a plenitude da existência e principalmente na partilha da caridade, um ato proliferador e mágico.
Jesus de Nazaré nasceu e viveu durante trinta e três anos para a realização de um ministério tendo como única finalidade conscientizar o homem na prática do bem, transformando-o pela palavra viva dos Ensinamentos Sacro Santos.
Não nos prendamos a festa glaumorosa do comércio. Vivamos com sinceridade nutridos sim, pelos sentimentos unificados das luzes, dos sorrisos, das recordações, das mudanças e reformas, porém dosados na essência esplendorosa emanada de Belém da Judéia.
Desejo a todos, o Natal de Jesus comemorado na forma mais explícita do amor ao próximo vivenciado todos os dias.
CANTO UM FELIZ NATAL DE JESUS DE NAZARÉ PARA O MUNDO!
Jair Martins
12/12/2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
MEDITANDO
Percorro ruas,
Entro em vielas,
Passeio em labirintos,
Desço e subo ladeiras...
Mas, meus passos seguem em busca
do caminho para na avenida chegar.
Na aurora o clarão me incandece,
No arrebol me inclino, silencio,
Reverenciando as cores magia
Do vermelho amarelo
Que faz descer a noite
Para as estrelas luzirem.
Fixo-me no horizonte
Na beleza do porvir.
Chego às margens do rio,
Desdobramento de um lençol sem fim
de águas mornas do aquecer vespertino,
E deleito-me ao ver que sobre essas águas
Deitam-se reflexos que imagens reproduzem,
São efeitos de luzes, são cópias abstratas
De um real que me seduz.
Mais, o meu corpo está sobre solo firme.
Olho agora ao meu redor
Quantos passos apressados
Quanta gente de valor
Que sai em busca de um saciar.
Sigo juntando-me a elas,
Percebo quão vago são os passos
Dos que andam em egoísmo
Que tem como rota
Um segmento vaidoso
Que retalha a vida
Negando-lhe paraíso.
E neste meu meditar
Encontro você, que como eu,
Segue a mesma fileira
Dos que correm em circulo
A procura de ser feliz.
Jair Martins 14/10/02 - 20:05h
Percorro ruas,
Entro em vielas,
Passeio em labirintos,
Desço e subo ladeiras...
Mas, meus passos seguem em busca
do caminho para na avenida chegar.
Na aurora o clarão me incandece,
No arrebol me inclino, silencio,
Reverenciando as cores magia
Do vermelho amarelo
Que faz descer a noite
Para as estrelas luzirem.
Fixo-me no horizonte
Na beleza do porvir.
Chego às margens do rio,
Desdobramento de um lençol sem fim
de águas mornas do aquecer vespertino,
E deleito-me ao ver que sobre essas águas
Deitam-se reflexos que imagens reproduzem,
São efeitos de luzes, são cópias abstratas
De um real que me seduz.
Mais, o meu corpo está sobre solo firme.
Olho agora ao meu redor
Quantos passos apressados
Quanta gente de valor
Que sai em busca de um saciar.
Sigo juntando-me a elas,
Percebo quão vago são os passos
Dos que andam em egoísmo
Que tem como rota
Um segmento vaidoso
Que retalha a vida
Negando-lhe paraíso.
E neste meu meditar
Encontro você, que como eu,
Segue a mesma fileira
Dos que correm em circulo
A procura de ser feliz.
Jair Martins 14/10/02 - 20:05h
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