domingo, 1 de novembro de 2009

DEUS É REAL

DEUS É REAL

Canta a alma,
Sopra o vento
Delira a chuva
Respira o momento
E o trovão eminente diz:
- DEUS É REAL!

A flor que perfuma a estrada,
O passarinho que sobrevoa o infinito,
A criança que inocente brinca,
A fina areia que se amontoa nas dunas,
O eco da montanha ressoa o grito:
- DEUS É REAL!

No campo o gado ruge,
Na floresta brilha a luz
O mar espalha-se com grandeza
Na praia a espuma descansa sua beleza,
E todos dizem:
- DEUS É REAL!

Mais se a tormenta se levanta,
E de revolta se veste a terra,
Ouve-se na ação da bonança:
- DEUS É REAL!

Encolhe-se o dia,
Estende-se a noite,
Pisca o vaga-lume,
E as estrelas no céu escrevem:
- DEUS É REAL!

Os meus olhos testemunha
No Norte o resplandecer do sol,
No Sul a branca nuvem tenuante,
No Leste a brisa envolvente,
No Oeste de encanto cintilante,
As cores entoam:
- DEUS E REAL!

E nesse universo de grandeza,
Toquei em mim mesma
No pulsar do coração.
Acende-me a razão;
Se vivo logo existo
Se persisto sou leal
E os meus sentimentos dizem:
- DEUS É REAL!


Oh! Você que respira,
Você coroa dessa imensa criação,
Criatura deste Criador,
Faz-te Dele filho espiritual
E grita a toda terra:
-DEUS É REAL!

Jair Martins - 19/01/2005 - 04:27h

o menino descalço

O MENINO DESCALÇO

O Menino Descalço
desce a ladeira em currupiu
na ânsia de encontrar no baixo,
seu plano caminho juvenil.

Desce a ladeira em currupiu,
e em cada curva ouve um grito:
-"Êta menino apressado!"
não queiras fugir do seu redil.

Desce a ladeira em currupiu,
o menino descalço...
seus pés cauterizados
não conhecem o que é sapato
esconderam dele esse regalo.

Menino descalço lhe aconselho:
- Desce a ladeira do descaso
E sobe a ladeira da conquista...
Dirijas seus pés nus,
na direção de um prumo
que lhe oferece calçado varonil.

Não mais descalço menino,
refaz o currupiu da ladeira do seu redil,
e grita ao coração: - "A pressa revestiu-me os pés,
tenho rota calçada no azulejo polido,
do meu direito cidadão.

Sigas bem menino.

Jair Martins - 10.02.04 - 14h40

sábado, 31 de outubro de 2009

O MENINO E SUA GAITA

MENINO E SUA GAITA

As folhas em purpurim denunciam o entardecer de outuno. Formam tapetes, emolduram cenários, e um palco se ergue em plena rua a ouvir uma canção. Belas notas! Sonoras notas! O vento as conduz cintilando o arrebol. Por entre as mangueiras, surge um menino e sua gaita entoando a melodia de doces mangas, saboreando os ouvidos o degustar da ternura que tem o pôr do sol. O passaredo se recolhe ante o artista mirim. Seus lábios extraem da gaita encanto de sons adormecendo a tarde em suas cores os tons. Sorrindo com as flores ele percorre esse seu caminho saltando na escala DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ SI.....vai o menino e sua gaita desaparecendo no funilar da rua sob as sombras das mangueiras, Buscando no novo dia o regente da sua nova sinfonia.

Jair Martins 21/03/06 04h45

sábado, 24 de outubro de 2009

A PORTA ENTREABERTA

A PORTA ENTREABERTA

A porta entreaberta
Dá passagem ao mundo
Nos calejados passos.

A cortina de poeira
Encobre a distância.
O vento sopra,
varre os cantos,
Dissolve os rumos

O navio no horizonte,
O vôo da ave,
São palcos de beleza,
Enquanto a despedida
incita a tristeza

Nuvens cobrem o céu,
Tempestade se prenuncia,
Respinga gotas das estrelas,
Resfria a noite,
Adormece a vigília.

A porta entreaberta,
O navio no horizonte,
Ambos, esperança.
aguardam bonança.

A porta entreaberta
Esvazia a dor
Ver seguir pra longe
ruídos, zumbidos,
Reclames enfadonhos.

A porta entreaberta
Liberta o monge.




Jair Martins 15/10/09 - 20:28

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


A FOLHA QUE CAI
Jair Martins

A folha que cai
Ao vento que passa
Resvala-se no chão
Beijando a areia
Ao som deste vento
Embala seu corpo
Embola no tempo
Distrai seu destino
Descansa no seno.

A folha que cai
Ao vento que passa
Acena um adeus
Suspira saudade
leva os pensamentos
Acode os sentimentos.

A folha que cai
Ao vento que passa
Desliza textura
Encolhe-se, seca
Chora desventura
Queixa-se de abandono
Busca abrigo no monturo
Perdeu compostura.


18/05/09 16h40

sábado, 19 de setembro de 2009

NOS CRAVOS DA CAVERNA

NOS CRAVOS DA CAVERNA

Ouve-se um grito de espanto nos arredores das montanhas, cerco do círculo da vida, A curiosidade desperta a pressa, o som agora se faz mais próximo. A celeuma é tônica nos ouvidos ainda que adormecidos.
De uma caverna esculpida no topo da montanha, um homem ousa dar a sua visão o alcance da luminosidade. Agora toda a cordilheira e os vales lá adiante, são deslumbre nesse seu novo espaço nobre.
Medo e surpresa se misturam no silêncio do observador, que procura traduzir essa descoberta como a ação de uma livre mágica que liberta da cartola o coelhinho assustado e com ele toda uma angustia sufocada.
Com sensíveis pensamentos aflorados, sua mente impetuosa o acorda; está fora da caverna. Desalentado do susto, o homem se vê agora como uma imã à luz propiciadora que o convida a separar-se da escuridão, envólucro absinto, para viver nesta vida sob o foco branco guardião das multi-cores no novo recinto.
E o homem pensa: - há muito tempo não acordo no uso do esquecido tempo. Com meus olhos por diante abertos, não mais precisarei as pupilas dilatar para na escuridão não tropeçar.
Os cravos da caverna tão corrosivos pela ferrugem do buraco negro, não mais serão presilhas para este homem o segurar.
A luz fora da caverna, é plenitude do renascimento, é uma nova conquista que a vida oferece como única e verdadeira companheira para todos os momentos.
A decisão desse homem o emigrou para ele forças. Tudo na vida parte de uma decisão. Decida-se.
Jair Martins 19/01/06 23h57

domingo, 13 de setembro de 2009

A EFEMERA VIDA DIMENSIONAL

A efêmera vida dimensional, garante ao homem uma corrida em busca de rumos que determine situações desconhecidas tão necessárias para sua razão ainda a retocar. A exemplo temos a morte como o fim de todas as coisas, o que não é verdade, e mesmo assim ela é um ponto final de uma trajetória, sem explicar o porque da transformação do verde da campina em um deserto de transitórios ventos que uivam a ausência.Tudo que existe é vida...A morte é um tipo de vida sem celeuma.Chegar para regressar é uma imposição, ordem acordada em linha vertical, Criador e criatura, com um único propósito, exaltar a vida ao tempo que encerra esse ato retornando-a ao após horizonte.A efêmera vida dimensional tem esse mistério; por um pouco de tempo fazer da sua apreciação o muito que existe em seu espaço e em seus feitos.Como explicar a quem chega nesta vida de oxigênio, meio que anestesiado, para despertar desse torpor logo depois de alguns poucos anos, quando no aprendizado das diferenças, de que este ser até então era só encanto, e descobre que há muito mais nessa jornada?A mensagem do ser humano é mais ou menos assim: - “Não sou daqui, nem vim para ficar”, cheguei como mensageiro, importa a minha presença e partirei quando a missão for cumprida conferindo relato a quem de direito me enviou.A descoberta de que estamos e não somos, fantasia na forma polivalente a nossa razão e faz-nos pensar governantes da estadia. A essa ação chamamos defesa contra a nossa insatisfação, que sob o domínio do universo, incapacita-nos à perfeição.Vagar em espaço de trabalho é por demais inoperante. A vida, na qualidade de patrão, proprietária de uma grande fábrica, tem o poder de maximizar seu produto tolerância mediante o desempenho de seus operários, a saber, nós. Sim, somos operários sem direitos trabalhistas que nos concedam benefícios relevantes enquanto nela estivermos. A ociosidade não pertence ao ser humano. Aquele que dela faz uso, se auto torna um usco, um deprimido. No nível de operário, a nossa classificação é padrão, caso contrário somos despedidos.A efêmera vida dimensional é um relâmpago que descarrega seus raios de voltagens alucinógenas, criando uma situação de abordagem ao “eu”, na super valorização, causando por vezes visões de pavimentos com ladrilhos, espaços que não existem nesta proporção, elevando o ego a altitudes de periculosidade por ser imaginárias, e que ao mínimo contato com as necessidades básicas como chorar, desabam em suas propostas por não atenderem a uma verdade. Nesse instante de desastre, a espiritualidade age com postura suplementar, confirmando eficácia para sobrevivência.Não obstante, a efêmera vida dimensional nos apetece com sua beleza e magnitude e, por manter conosco, seus subordinados, uma aliança de composição energética, a sua força se ergue ainda mais metrificada em versos coloridos. Se a vida dimensional passa escorregadia por entre as falanges do tempo, é nosso dever enquanto nela inseridos, garantirmos com a nossa presença, a deleitosa certeza que ela existe para que possamos existir.A efêmera vida dimensional goteja em seus segundos, o orvalho nutriente para o organismo do ser humano entender o que é respirar.
Jair Martins 07/09/09 - 12h53

sábado, 5 de setembro de 2009

I N F O R M A T I V O

QUINTAS TEMÁTICAS

QUINTAS TEMÁTICAS – ACONTECE TODAS AS QUINTAS-FEIRAS NA SEDE DA UBE-PE-UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES, NA RUA SANTANA, 202-CASA FORTE-RECIFE-PE NO HORÁRIO DAS 17H AS 19H –SÃO ABORDADOS ASSUNTOS LITERÁRIOS DO INTERESSE DE TODOS, PARA EXPOSIÇÃO DE OPINIÕES E ACRÉSCIMO AINDA MAIS DE CONHECIMENTOS, COM OPORTUNIDADE PARA APRESENTAÇÃO DE TEXTOS E PARECERES DA OBRA. ABAIXO SEGUE CALENDÁRIO:

1ª QUINTA FEIRA - FACES DO AMOR/ LITERATURA ROMÂNTICA - COORDENADORIA DA ESCRITORA RACHEL CARRILHO

2ª QUINTA-FEIRA - HUMOR / LITERATURA DO RISO COMÉDIA – COORDENADORIA DA ESCRITORA DJANIRA SILVA.

3ª QUINTA FEIRAFANTÁSTICO /LITERATURA DO SOBRENATURAL – COORDENADORIA DA ESCRITORA SALETE DO REGO BARROS

4ª QUINTA-FEIRAQUENTE / LITERATURA ERÓTICA – COORDENADORIA DA ESCRITORA SELMA RATIS

NÃO PERCAM QUINTAS TEMÁTICAS! CRIEM O HÁBITO DA DISCUSSÃO EDUCACIONAL, DO DEBATE CONSTRUTIVO, DO APRENDIZADO COMPARTILHADO.




BRAÇOS ABERTOS E CORAÇÃO CANTANDO